Não fui capaz de definir um título

Os dias que costumavam passar tão rápido, nas ultimas semanas pareciam ir devagar demais comecei a pensar que era um complô contra mim. Eu tentava dormir o máximo que podia, não tinha força necessária para me erguer e começar um dia feliz, assim que meus olhos se abriam pela amanhã os meus pensamentos acordavam todos de uma vez e às vezes tentava segurar o choro que parecia esperar eu retornar ao meu consciente e isso era quando ele esperava em muitas ocasiões de madrugada ele vinha. Era mais um dia ou menos um dia sempre que a insegurança inundava meu peito eu não sabia por quanto tempo ela ainda me deixaria viver em paz, a mesma drenava todas as minhas forças, ela fazia doer e ferir tão intensamente.

A minha imagem no espelho refletia o fracasso em todas as áreas e a exaustão emocional transformava minha aparência os kg a mais chegavam, e eu que nunca tinha me sentido bonita na vida começara a sentir pior. Eu lutava com tudo que eu tinha para me sentir melhor e tinha dias que só me entregava.

Eu não era aquilo que eu parecia ser e as coisas nunca eram o que parecia, e perdi as contas dos momentos que deixei a realidade para viver no meu mundo paralelo isso tornava as coisas aceitáveis, quando o primeiro vento batia forte lá estava eu de novo morrendo afogada na realidade.

Dei tudo de mim e há tempos espero alguma coisa que nunca chega.

Ah! Esperança

Havia uma esperança que escorria pelas minhas mãos, no silencio do meu quarto elas escorriam pelos meus olhos. Escrevo palavras que jamais farão diferença, embora eu me esforce e tente nada faz mudar, e aquela esperança vai se perdendo no meio de tantas incertezas que por tanto tempo foram alimentadas que aos poucos se tornaram um monstro gigante que não consigo mais trancafiar nas paredes do meu coração.

Algumas noites eu perco totalmente o controle desse monstro e escrevo textos e mensagens que apago e me esqueço, tão rápido, é como se algo lá dentro daquele amontoado de sentimentos transformados em palavras não fosse o suficiente. Ainda me pergunto quando as coisas irão mudar e, se ainda podem, se ainda há esperança e às vezes ainda no descontrole quando acredito ter aceitado a realidade que vivo, percebo que não, eu não aceitei.

Ah! Aquela esperança ainda pulsa tão ferozmente assim como o monstro das incertezas, em algumas ocasiões em lutas injustas eles me rasgam o peito e me fazem vomitar de pânico, um quer ficar outro quer ir embora, a esperança grita sempre mais alto, acho que ela teme pelo meu fim, o fim de nós, se apegou as incertezas, se apegou aquilo que sempre fugimos: as lembranças. O monstro da incerteza sabe que nunca será diferente por mais bonitas que sejam as lembranças, ninguém está lá nas noites em que minhas lágrimas caem e quando meu peito aperta e quando toda a esperança se esvai.

Os sonhos que alimentara um dia descansam em paz no mundo das ilusões eu os cremei uma noite quando perdi o controle. Quando percebi que o amor é um conto que se conta aos intensos que assim como eu sempre acabam mergulhando no raso e assim como eu morrem vazios.

Sem nexo, vazio

Houve um tempo em que as coisas faziam sentido, parecia bem real diria até que palpável, mas era gelo sólido por um tempo até que ficar líquido novamente.

Era eu e você, uma historia de longa data sem conclusões apenas com começo e sem um fim concreto ou possível no presente. As longas noites em que estive pensando sobre nós, não era o suficiente para obter conclusões, eu sabia que “nós” não existia, e essa era a ferida que mais doía e a que mais eu mexia. Nunca pensei que nosso laço poderia ficar mais apertado até que ficou, e mesmo que não exista mais, nós sabemos que existiu porque o laço continuara apertado.

Anoite deito e penso como seria se tivesse sido real, eu, você e… Mas quando fecho os meus olhos a primeira gota da realidade desce e aquelas palavras que saem da sua boca ecoam pela minha mente, trazem a memória que sonhos são somente sonhos e que sou maluca por te amar.  Não estávamos pronto para isso, não estamos prontos para nada e por mais que o tempo passe e se torne velho, isto não é o suficiente para tornar algo sólido.

Às vezes minha vida deixa de fazer sentindo e às vezes eu nem sei se estou no caminho certo, não consigo encontrar algo sólido onde possa repousar, tudo parece sempre superficial e líquido e às vezes vapor e completamente invisível aos meus olhos. Eu não reconheço meus amigos e eles não me reconhecem, sou apenas um vazio que não importa e que tanto faz.

Tento manter as aparências de que está tudo bem, e que não machuca assistir de longe, e que não me importo das coisas estarem assim. Só que lá no fundo, quando tudo está escuro e todos dormem algo grita dentro de mim dizendo: “não, não está”.  Mas para quem eu vou falar? O que devo fazer? São respostas que não tenho. Resta-me tentar dormir e tentar imaginar a vida longe disso tudo. Nos meus melhores sonhos, eu tenho amor e no primeiro raio de sol as ilusões se desfazem.

Eu não sei do que esse texto se trata, e também não sei se ele de alguma maneira faz sentido, eu sei que no fundo ele é um pouco dos meus sonhos que se evaporam, e dos meus sentimentos sólidos feitos de gelo que não esquentam nada e esfriam tudo, que ardem e matam, matam a mim.

Amigos também se vão

Há alguns dias me pego refletindo sobre minhas amizades das mais antigas as mais recentes e todas elas possuem uma coisa em comum, elas podem permanecer ou acabar.

Durante a minha quase meia vida tive poucos amigos e até mesmo colegas, conheci pessoas muito legais e também conheci pessoas muito… digamos assim péssimas, e sempre tive muito medo de me aproximar das pessoas. Fiz bons amigos que partilhei com eles meus sentimentos mais profundos, abri meu coração para outros e assim criamos laços que eu achei que jamais chegariam ao fim. Até que chegou.

Analisando cada amigos percebi que cada dia, mês, ano que se passa eu e eles vão se tornando pessoas diferentes e que eu era o amigo ideal para aquela pessoa naquele momento mas, depois isso passou. Talvez os amigos sejam isso um para cada momento uns permanecem outros se vão pra sempre.

Também percebi que sou o amigo desabafo de outros, que meus problemas e conflitos pouco importam eu sirvo apenas para ser a rocha a qual eles vão se apoiar, o abrigo na tempestade e depois que passa eles saem debaixo de mim pouco se importando com o que aquela tempestade fez. E eu entendo, o nosso bem estar para algumas pessoas é o de menos mesmo.

Há aqueles também que somem e reaparecem nos momentos mais difíceis ou para comemorar e partilhar momentos felizes e esses são os melhores estão comigo para o que der e vier e são também os me acolhem e que eu acolho a amizade é reciproca. E não existe nada mais bonito do que reciprocidade. Esses amigos podem ser passageiros ou eternos tudo depende se as nossas diferenças ao longo dos anos vão ser superadas.

A gente sente quando amizades são eternas, geralmente é quando cada um respeita seu tempo e espaço e apesar de muitas vezes manterem uma certa distancia ao se reencontra a ligação é a mesma e você pode partilhar de suas novas conquistas dores sem o desconforto de desconhecer aquela pessoas, sem ter que tentar uma reaproximação porque vocês entendem que a distancia e mudança fazem parte de historias de amor de amizade.

Há aqueles amigos intensos de momentos incríveis que foram usufruídos da melhor maneira possível como uma paixão súbita e vocês riram e choraram, falaram de suas vidas foram apoio um ao outro e aquele passou e a distancia veio e o fim dessa amizade chegou.

Amizades também acabam cabe a você recolher o que foi bom e guardar no coração e eu não falo aqui de amizades que terminaram por brigas ou falsidade isso não é amizade foi só um surto. Eu falo de amizades profundas e você sabe quem são suas amizades sólidas cuide delas e não seja um babaca.

Eu so quero saber se tu pensa em mim

As vezes, muitas vezes eu me pego pensando se você pensa mim!? se antes de dormir você olha para o lado e se recorda que eu já estive preenchendo esse lugar vazio, que acordava ao seu lado e que te observava com sutileza você se enxugando depois do banho.

As vezes me pergunto se você também acorda de madrugada com o coração acelerado lembrando de mim ou de momentos que vivemos juntos e que não vão mais voltar.

As vezes quero saber se você olha as nossas fotos juntos no seu celular ou se ainda vê meus nudes e sente a minha falta, sente falta do meu corpo, dos meus beijos.

As vezes eu choro e penso se você também chora sentindo saudade.

As vezes quero te ligar pra saber se você me procura na sua cama nos finais de semana quando acorda, se me vê nos cantos do seu quarto, se sente falta de receber minhas mensagens e se gostaria de me encontrar se gostaria de me ver.

Mas todos os dias eu lembro que a resposta para tudo é: não, um belo não que escutei em alto e bom tom todas as vezes que quis saber se sentia saudades, um não que extremecia meu peito mas, não era capaz de me fazer não te amar. E ainda te amo! E as vezes me pergunto se meu lugar já foi preenchido por outra, e se seu sim já foi dado para outra!? Eu não sei e não me atrevo a descobrir.

As vezes me questiono se um dia vai parar de doer tanto e se um dia vou deixar de te amar? Mas enquanto essas respostas não chegam sigo em frente limpando as feridas que posso, enxugando as lágrimas e tentando esquecer que um dia você foi tudo que eu tinha e eu não era absolutamente nada e nem o mínimo para que você quisesse estar comigo.

Caos estabelecido – Fase I

Eu estava só novamente na verdade acredito que nunca estive acompanhada de verdade, eu vagava por aí tentando caber em lugares que não me encaixavam, sentindo no meu peito sentimentos que não cabiam mais dentro de mim, vivendo apenas para .controlá-los tentando não deixar sair não havia lugar para eles na vida real, fazia o possível para não demonstrar demais. O medo preenchia meus vazios e a insegurança me acompanhava onde quer que eu fosse. Não existia paz, não existia lugar pra mim onde quer que fosse, os monstros criados na minha cabeça da angústia a solidão me levavam e aos poucos eu me perdia e aos poucos eu me quebrava dia a pós dia pedaços meus ficavam por aí.

O que um dia foi inteiro desmoronou, despencou e as feridas fechadas anos atras se abriram de uma vez só, se rasgaram para que toda dor possível fosse sentida com toda sua intensidade e elas voltaram mais resistentes e os meus devaneios e lembranças as cutucam me despertando na madrugada pedindo socorro, não há o que fazer a não ser esperar sarar de novo e esperar passar.

Sozinhos de novo, destruído e fraco e depois dessa não sei se aguento mais uma e de todas as escolhas possíveis que posso fazer escolho a de me recolher novamente na minha caixa é melhor se sentir sozinho do que atormentando e destruído.

A mensagem que não posso enviar

Sabe essa semana estive pensando muito sobre nós dois e de como é difícil pra mim gostar de uma pessoa assim como você. Já quis muitas vezes sumir, te esquecer ir embora de uma vez por todas da sua vida só que não consigo. Apesar de todas as lágrimas que você já me fez derramar o que sinto por você é ainda maior e sempre que me imagino longe de você me doí. Queria que de alguma forma minhas palavras fizessem diferença que tu olhasse pra mim com mais ternura, que sentisse minha falta, sei que não vai acontecer tu não sente na mesma proporção já me disse isso. E sempre que alimento das esperanças eu me lembro das coisas mais duras que já me disse, eu lembro de cada uma delas, são como pedras amarradas aos meus pés que me devolvem a realidade que me afogam no mar dos meus próprios sentimentos, e que mostram que é tarde demais para sair dessa relação sem marcas. Cada vez que você some e me ignora abre-se mais as feridas. Em você não vai mudar absolutamente nada depois que tudo isso acabar, você pode não sentir absolutamente nada, mas sinceramente tu acha justo? Sabia que até hoje a lembrança de você terminando comigo me machuca!? Aquela cena se repete na minha cabeça como um pesadelo que não tem fim, e por mais que eu não queira ter esta sensação eu tenho, a sensação de que eu realmente não tenho importância alguma, sou apenas uma fase na sua vida uma companhia nas suas horas vagas e que nunca vai passar disso.

Ainda …

Todos os lugares que vou trazem fragmentos teus, algumas vezes são palavras outras músicas mas, alguma sempre vem a mente.
Foi aqui que nos beijamos pra valer pela primeira vez e estar aqui é lembrar em detalhes disto, o peito rasga de saudade e ainda não me sinto forte o suficiente para lembrar de ti ou falar de ti e não chorar, acontece sem que eu note e quando dou por mim estou me debruçando em lágrimas.
[I]Todos os dias que penso em ti e choro eu enxugo as lágrimas e digo a minha imagem refletida no espelho: “pare de chorar por o que não é mais seu, nunca foi”. E então penso: “talvez ele nunca tenha sido meu mas, sem dúvida alguma eu fui dele, ainda sou dele, meu corpo ainda sente falta dele, minha cama ainda sente falta dele, eu sinto falta dele”.
Foi pouco tempo que tu ficou aqui, mudou tudo de lugar, trouxe coisas novas, não tenho coragem de mexer em nada porque ainda dói saber que tu foi para nunca mais voltar.

Um pouco de amor

Bem, começa mais um dia e estou a ouvir a melancolia em melodias e sentir meu coração bater tão forte aqui dentro do meu peito. De repente uma enxurrada de pensamentos e mais uma vez a sensação de desamor me corrói. Ah aquela sensação sabe ? De não saber se um dia serei amada, aquela sensação de: mereço amor ? Dói no fundo da alma não saber, não ter respostas para tais sentimentos.
Gasto meus dias envolvidas em frutos da minha imaginação idealizando o irreal, almejando o que não posso ter, o amor pelo qual meu coração anseia, aquele que me tira o fôlego. Respiro fundo, acalmo-me e desisto.
Ele está tão distante que em noites de profunda solidão se torna uma miragem. Tento tocar, mas as lágrimas fazem a visão embaçar e então noto que é mais um devaneio, o desejo daquilo que não pode ter.
É tão vazio e frio aqui. É um verdadeiro deserto em que não existe calor e nem dia; falo de mim, da minha vida, do meu coração oco, dos meus sentimentos jogados ao léu. Aquela imagem angustiante refletida no espelho desse vazio é o meu eu, esquecido, completamente abandonado.
Todos esses sentimentos, esse amor que pulsa no meu peito, essa saudade rasgam-me, e por dentro, vem o desespero de pensar que fui de novo insuficiente.
Derramei todo o meu amor naquele que fazia meu corpo flutuar sempre que seus lábios encostavam os meus, aquele que bastava estar ao meu lado e já era o suficiente, aquele ao qual eu queria receber elogios, aquele que queria os olhos em mim e também queria o seu amor, mas esse mesmo era a miragem no deserto. Sempre que chegava perto ele se desfazia e sumia, como uma miragem era inexistente e vazio, não podia me amar, não podia sentir e se sentia tão sozinho quanto eu. Queria poder socorrê-lo e tentei algumas vezes, mas não havia lugar pra mim ali. A sua solidão não estava disposta a repartir, no entanto, podia me machucar mesmo que não notasse e me machucava com toda sua frieza e eu me rastejava aos seus pés suplicando que me notasse. O que eu tenho não era o suficiente.


Eu precisava sentir meu coração bater forte de novo, mas naquela noite eu morri, joguei a mim no vento, desisti de existir, desisti de tentar. Um pouco de amor era o que faltava naquele vazio, um amor que não veio da família, não veio dos amigos, não veio do único homem que conseguiu amar, não veio da religião, não veio. Era apenas uma garota vazia sem nada a oferecer além da sua ausência.

Não Pertencer

É a tarde de um dia qualquer, de uma semana qualquer, da vida de uma pessoa qualquer, no caso, eu mesma, sozinha, observando as belas árvores lá fora, a minha gata a dormir e ao fundo o soar de uma música perfeitamente triste. Dentro da cabeça se passam muitos pensamentos tantos que nem sei como descreve-los.

Já se sentiu como se não fizesse parte de nada ? Provavelmente metade das pessoas que habitam na terra já se sentiram assim. É um sentimento comum, nada fora do normal, na grande maioria das vezes nós mesmos fazemos questão de não pertencer a nada e talvez esse tenha sido meu maior erro por tantos anos. Mestre em afastar pessoas, hoje não sei como manter ninguém além dos meus gatos e do meu cachorro, que por sinal, consegue ser mais sentimental que eu.

No entanto, sinto que jamais pude de fato pertencer a algo. Não me encaixo em lugar algum, tento, tento e não vai. De uma certa forma, as fobias sociais que possuo vem de uma longa jornada de rejeição e medo que começa em casa, quando se é o irmão do meio, e permeia através do bullying na escola. Aprendi a resolver minhas coisas sozinha e em último caso pedir ajuda. Aprendi a guardar tudo dentro do peito para não incomodar ninguém e guardei tanto que achei que fosse morrer. As vezes, em alguns dias nublados, essa ideia era tão atraente que me assustava e ficava feliz por ser covarde demais para tal ato.

Nunca me recorreu a possibilidade de ter amizades duradouras, sei lá, sempre que alguém chega perto demais me assusta a possibilidade de ver a pessoa indo embora com meus segredos. É necessário ter cuidado com as pessoas. Gostar de alguém então é viver um inferno na terra. A intensidade o qual esses sentimentos crescem dentro de mim é terrivelmente cruel. 

Uma vida sem carinho, em que não sei medir as doses e me entrego demais ou nem faço questão. Jamais beijei a boca de quem eu não sentisse o mínimo de afeto. Talvez me falte um pouco mais de ousadia na vida e observar as pessoas interagindo é mais fácil do que o fazer.

Paz, esta é a palavra que gosto. Tranquilidade. Não me importo com a solidão desde que eu não carregue o peso de pensar demais, e tudo bem não pertencer a lugar algum, provavelmente vim com defeito de fábrica. Nada divertida, nada interessante, uma folha qualquer de uma árvore qualquer dessas que observo agora. 

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